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Percursos de carro
Volta ao Rio Zêzere - Sul
Um percurso variado que lhe permita conhecer a zona de ambos os lados do Rio Zêzere a sul de Ferreira do Zêzere.
Ferreira do Zêzere – Castelo do Bode – Constância – Abrantes – Vila de Rei – Ferreira do Zêzere
Sai de Ferreira do Zêzere pela N238 em direcção a Tomar. Depois de ± 10 km vire à direita e continue o percurso pela IC3 em direcção a Entroncamento/Lisboa. No fim desta auto-estrada chegue a uma rotunda onde vire à esquerda, em direcção à barragem de Castelo do Bode (N358-2). Continue a seguir esta estrada até chegar à barragem.
A barragem de Castelo do Bode é uma das maiores de Portugal: o seu comprimento anda à volta dos 60 km. Desta gigantesca quantidade de água são fornecidas mais ou menos 3 milhões de pessoas, sobretudo na zona de Lisboa. Era, porém, construída com a vista de produzir energia, e a sua função só se transformou mais tarde, devido à crescente necessidade de água. A barragem é construída em 1951, sendo a primeira de uma série de barragens, de que também fazem parte as barragens de Cabril (1954) e de Bouçã (1955).
Passa sobre a barragem para outro lado do rio e continue o caminho em direcção de Constância. Segue o rio Zêzere, que apresenta aqui um carácter diferente do do norte da barragem. Na entrada de Constância, vire à esquerda em direcção de Abrantes.
Constância é uma vila situado num ponto geográfico notável: os dois rios mais importantes de Portugal, o Tejo e o Zêzere, juntam-se aqui e continuem juntos o seu caminho para Lisboa. Sobre Constância há mais informações no mapa de informações.
Curiosidades:
- Igreja Matriz
- Capela de Santa Ana e Cruzeiro
- Museu dos Rios e das Artes Maritimes
Vários kilómetros depois de Constância chegue a uma rotunda onde segue a N3 em direcção de Montalvo. Deixe Montalvo de lado e continue a seguir o N3, por Amoreira, Rio de Moinhos e Abrançalha, em direcção de Abrantes. Cruzará algumas vezes a A23.
Em Abrantes segue, na primeira rotunda, em frente. Se quiser visitar Abrantes, vire à direita nesta rotunda.
Continue a seguir esta estrada em direcção de Alferrarede. Logo depois da segunda rotunda vire à esquerda em direcção de Carvalhal e Sentieiras; já passou pelo Lidl (a direita) e pelo Modelo (a esquerda). Continue a seguir esta estrada em frente (uma parte é de sentido único e na altura da criação deste percurso esta estrada estava em péssimas condições). Passe a A23 pelo túnel e segue a estrada (a N2) até a aldeia Sentieiras. Na entrada desta aldeia vire à direita para baixo. Depois de atravessar um ponte, esta estrada vai em direcção de Sardoal. Num cruzamento segue a placa Sardoal e depois no final da estrada vire à esquerda.
Em Sardoal há, na semana antes da Páscoa, vários círios impressionantes. Sobretudo a procissão na noite antes da páscoa vale a pena de a ir ver.
Na rotunda vire à esquerda em direcção de Andreus/Carvalhal/Tomar. No próximo cruzamento continue em frente em direcção de Andreus. Na aldeia Andreus segue, no cruzamento, em frente em direcção de São Domingos/Vila de Rei. Cuidado: após ± 3 km vire à esquerda, continuando a seguir a estrada em direcção de São Domingos/Vila de Rei. Agora, está a passar por uma zona onde no verão de 2003 houve um dos maiores incêncios de Portugal. Em São Domingos segue o percurso em direcção de Vila de Rei (em frente).
No marco quilométrico 371 vire à esquerda em direcção de Macieira/Cercadas/Aveleira. Na primeira birfucação vai a direita em direcção de Brejo/Fundeiro/Macieira. Continue a seguir esta estrada até chegar às Cercadas. Depois desta aldeia continue em direcção de Vila de Rei, até chegar à N348. Para a direita chegará a Vila de Rei e para a esquerda voltará a Ferreira do Zêzere.
Continue a seguir a N348 e depois de ter passado o rio Zêzere chegará a Ferreira do Zêzere.
Percurso n° 2, para S. Pedro de Castro
A partida é junto à Igreja Matriz de Ferreira do Zêzere, podendo-se aproveitar o ocasiâo para admirar a bela talha dourada deste templo. O exterior pouco conserva da fechada original, mas as quatro gárgulas da sineira são boa certidão da sua antiguidade. A marca do tempo está também presente na lápide gótica que encontramos a alguns metros, em direcção à vila. Fala-nos da construção do paço de D. Nuno Rodrigo, Mestre da Ordem de Cristo ao tempo do rei Pedro I, em 1362.
Tome-se agora a estrada para a Castanheira, que bem se poderia chamar Atlântida, já que a velha aldeia desapereceu sob as águas do rio depois da construção da baragem de Castelo de Bode. Em seu lugar surgiu o Lago Azul, baptismo recente e justo para esta paradisíaca paisagem. Em pleno pinhal, o rio transforma-se num imenso lago, e desde desportos náuticos a um mergulho na piscina flutuante ou passeios em barco panorâmico, tudo é possível. Aqui não se tem pressa de partir e até a estrada acaba, ou melhor, entra no rio, convidando a permanecer mais uns tempos.
Seguindo o caminho, parte-se pela estrada de terra para S. Pedro de Castro. Do outeiro, coroado pela singela capelinha gótica, esfruta-se de uma esplêndida panorâmica sobre o rio Zêzere. O pequeno templo foi construído aproveitando materiais do período romano, e o seu interior, além de silhar de azulejos quinhentistas, é decorado por ex-votos, de sabor popular, que nos falam da fama e do proveito milagreiro de S. Pedro do Castro.
Indicações do percurso
| Km | Indicação |
| 0,0 | Igreja de Ferreira do Zêzere |
| 0,1 | Esquerda. (Não entre no centro da vila) |
| 0,2 | No STOP vire à esquerda |
| 2,3 | Direita, Direcção Lago Azul |
| 4,5 | Aeródromo |
| 7,7 | Vista sobre a albufeira |
| 7,9 | Em frente. (À direita vai para o barco S. Cristóvão) |
| 8,4 | Vá pela estrada de terra à esquerda. (A curva apertada à direita vai para a praia fluvial com piscina flutuante) |
| 10,5 | Está em S. Pedro de Castro (Continue a pé. Se decidir ir de carro, siga pela estrada à esquerda) |
Percurso n° 3, para Ave Castro
Vamos partir, tendo já marcada a primeira paragem que será em Pias. Terra que já foi concelho, guarda ainda essa lembrança no seu orgulhoso Pelourinho, fronteiro à Matriz. Porém, o nome vem-lhe de antiquíssimos tanques escavados na rocha numa das entradas da terra. Sigamos agora para Areias onde marca presença a sua majestosa igreja do século XVI. Aqui trabalhou João de Castilho, um dos arquitectos do Convento de Cristo. Nos primeiros domingos de cada mês, as manhãs desta aldeia ganham colorido com o seu mercado mensal. Os domingos são uma excelente oportunidade para sentir o interior do templo e o seu púlpito prodigioso, para fugir à tentação de lhe chamar um milagre, com a grande massa calcária do cálice a ser suportada por furte de mais que duvidosa robustez para semelhante encargo. A única explicação é o friso, finalmente esculpido, de anjos alados que assim mantêm o púlbito suspenso num equilíbrio quase miraculoso.
Partamos depois para Avecasta, onde vem morrer o maciço de Sicó/Alvaiázere, com a sua arquitectura característica das regiões calcárias, e exemplo de integração no meio através de belíssimas reconstruções. Tome-se o rumo do artesanal moinho de vento e, sendo dia de sorte, poderá o viajante encontrá-lo em funcionamento e apreciar a paisagem que daqui se desfruta. Alguns metros abaixo, entre bosques de azinheiras e carvalhos, fica uma das estações arqueológicas mais importantes do país, a gruta de Avecasta, com registos de ocupação desde o paleolítico. Actualmente em escavações, guarda no seu seio uma aldeia da Idade do Ferro, selada até aos nossos dias pelas lamas que escorregaram para o seu interior ao longo dos séculos.
Indicações do percurso
| Km | Indicação |
| 0,0 | Igreja de Ferreira: atravesse a vila em direcção a Tomar |
| 1,8 | No STOP vire à direita, direcção Sertã |
| 1,9 | No cruzamento seguinte vira à direita |
| 6,6 | Pias. Pelourinho junto à Igreja |
| 10,0 | Igreja de Areias. Siga em frente |
| 10,4 | Esquerda. Direcção cemitério |
| 12,4 | No STOP (E.N. 110) à direita |
| 14,1 | Esquerda. Direcção Avecasta |
| 15,0 | Observe à direita as ruínas da torre de Langalhão |
| 16,0 | Direita. Direcção moinho e gruta |
| 17,1 | Direita pela estrada de terra |
| 17,5 | Moinho à esquerda. Gruta em frente |